sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Agonia
O rosto espreme os olhos até que as lágrimas fujam deles, e então, depois de alguns minutos, completamente molhado, o rosto se satisfaz. Os braços se cruzam diante do peito, tentando mostrar toda indignação daquele corpo. A cabeça tomba para trás e os olhos se prendem no céu. As perguntas gritam, porém um lábio permanece pressionando o outro. As perguntas se espalham dentro de cada vaso sanguíneo; as dúvidas permanecem vivas.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Parada
Eu vivo no banheiro da estação molhando a nuca quando está calor. No meio de centenas de esperas que não são minhas mas me esquentam. A moça que vende bilhetes é minha mãe. O cara da catraca meu amor. Sempre muda o cara da catraca. Mas eles se parecem justamente porque sempre mudam e porque são apenas o cara da catraca. Meu pai vende coisas coloridas de brincar e de sujar a língua aqui em frente e as crianças se distraem e sobrevivem. Meus amigos são os do vagão de antes e de depois. Os mais amigos, agora, são sempre os que acabaram de chegar. Tem gente feia, gente bonita, gente assustada, gente com sono, gente no meio de gente. Eu só olho e tento tocar nessas sensações, mas nunca sou exatamente nenhuma delas porque há muitos anos eu não tinha tamanho para ser e assim acostumei.
Eu olho sempre pro relógio gigante que fica bem no centro do meu quarto. E sei que todo dia ele passa, sempre às cinco da tarde. O trem pra sempre. Eu corro junto, ao lado, por um tempo, mas canso já morrendo de rir. E fico feliz que não foi dessa vez. E fico feliz de ter chegado perto. Já senti como é o cheiro de dentro. Já experimentei sentar na janelinha com ele parado. Já me imaginei embaixo, esmagada. Em cima, surfando antes de pegar fogo. Sei todos os ângulos de ir, mas vivo no lugar de quem fica.
Estou na estação há tanto tempo. E sempre tem gente chegando e indo. E sempre tem amor e bala e dinheiro e cama e água e fins de tarde bonitos e brinquedos e catracas com a segurança de uma novidade de sempre. Em alguns momentos fica o equilíbrio terrível de nunca ir. Fica a dor terrível de todo mundo que foi. Fica a ansiedade terrível de todo mundo que tem pra chegar. Agora. Agora. A cada volta de uma piscada eu tenho minha esperança renovada. Mas nenhum desses silêncios chega perto do som que é viver ouvindo o mundo se locomovendo enquanto só tento enxergar de olhos bem abertos sem me mexer. Estar no centro do barulho nunca foi realmente uma solidão. A troca é tão bonita porque sorrio achando todos tão corajosos com seus ternos e pastas e pressas e chegadas e “que mais”. E eles sorriem de volta, me achando corajosa também em ficar. E só olhar. E poder amar esse trecho de vida deles ainda mais do que eles próprios que nem se percebem em trechos.
Eu vivo na estação porque peguei carinho pelas placas e sujeiras e as faxineiras cedinho tirando os estragos do mundo na minha casa de passagem. Acho tão bonita a sensação de estar no único lugar onde se pode estar com todos e esperar por mais um trecho de todos. Sei que não escolho nada, não sigo com ninguém, não conheço outras idades e lugares e gastrites e ventos.
Eu sou uma estação, é isso. Assim não dói além porque eu sei, desde o começo, que sou passagem. Então, vão, mas logo apita de novo. E é sempre movimentado, mesmo quando apagam as luzes e a vida dos outros descansam da minha parada. Existe o movimento que fica atrasado no ar e durmo embalada por tanta coisa que quase parece coragem.
Até que hoje, não sei se porque enjoei dessa casa da infância, não sei se porque às vezes o amor é mesmo mais forte que mil anos de segurança. Eu pisei tremendo na escada e o homem da catraca era tão diferente de todo mundo e, pela primeira vez, as placas e mulheres do caixa e bilhetes e pessoas e brinquedos coloridos e apitos e fins de tarde e moças da limpeza. Ninguém tentou me agarrar porque era como se o mundo dissesse “acho que são cinco da tarde e uma hora você precisa ser mulher”. E eu pedi socorro. Eu não sei sair daqui mas quero ir com você. Eu tenho cinco anos de idade mas quero ir com você. Tudo me dói tanto e eu tenho tanto medo mas tudo bem, vamos lá. Na próxima parada só me lembra que é bom eu fazer xixi e comer alguma coisa porque tô te achando tão bonito que talvez eu esqueça.
Eu olho sempre pro relógio gigante que fica bem no centro do meu quarto. E sei que todo dia ele passa, sempre às cinco da tarde. O trem pra sempre. Eu corro junto, ao lado, por um tempo, mas canso já morrendo de rir. E fico feliz que não foi dessa vez. E fico feliz de ter chegado perto. Já senti como é o cheiro de dentro. Já experimentei sentar na janelinha com ele parado. Já me imaginei embaixo, esmagada. Em cima, surfando antes de pegar fogo. Sei todos os ângulos de ir, mas vivo no lugar de quem fica.
Estou na estação há tanto tempo. E sempre tem gente chegando e indo. E sempre tem amor e bala e dinheiro e cama e água e fins de tarde bonitos e brinquedos e catracas com a segurança de uma novidade de sempre. Em alguns momentos fica o equilíbrio terrível de nunca ir. Fica a dor terrível de todo mundo que foi. Fica a ansiedade terrível de todo mundo que tem pra chegar. Agora. Agora. A cada volta de uma piscada eu tenho minha esperança renovada. Mas nenhum desses silêncios chega perto do som que é viver ouvindo o mundo se locomovendo enquanto só tento enxergar de olhos bem abertos sem me mexer. Estar no centro do barulho nunca foi realmente uma solidão. A troca é tão bonita porque sorrio achando todos tão corajosos com seus ternos e pastas e pressas e chegadas e “que mais”. E eles sorriem de volta, me achando corajosa também em ficar. E só olhar. E poder amar esse trecho de vida deles ainda mais do que eles próprios que nem se percebem em trechos.
Eu vivo na estação porque peguei carinho pelas placas e sujeiras e as faxineiras cedinho tirando os estragos do mundo na minha casa de passagem. Acho tão bonita a sensação de estar no único lugar onde se pode estar com todos e esperar por mais um trecho de todos. Sei que não escolho nada, não sigo com ninguém, não conheço outras idades e lugares e gastrites e ventos.
Eu sou uma estação, é isso. Assim não dói além porque eu sei, desde o começo, que sou passagem. Então, vão, mas logo apita de novo. E é sempre movimentado, mesmo quando apagam as luzes e a vida dos outros descansam da minha parada. Existe o movimento que fica atrasado no ar e durmo embalada por tanta coisa que quase parece coragem.
Até que hoje, não sei se porque enjoei dessa casa da infância, não sei se porque às vezes o amor é mesmo mais forte que mil anos de segurança. Eu pisei tremendo na escada e o homem da catraca era tão diferente de todo mundo e, pela primeira vez, as placas e mulheres do caixa e bilhetes e pessoas e brinquedos coloridos e apitos e fins de tarde e moças da limpeza. Ninguém tentou me agarrar porque era como se o mundo dissesse “acho que são cinco da tarde e uma hora você precisa ser mulher”. E eu pedi socorro. Eu não sei sair daqui mas quero ir com você. Eu tenho cinco anos de idade mas quero ir com você. Tudo me dói tanto e eu tenho tanto medo mas tudo bem, vamos lá. Na próxima parada só me lembra que é bom eu fazer xixi e comer alguma coisa porque tô te achando tão bonito que talvez eu esqueça.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
S.a.u.d.a.d.e
A saudade não se mede pelo tempo da ausência, mas pela intensidade da presença.
No discurso amoroso, ela se esconde em letras e canções de uma determinada época. aparece quando cruzo com alguém que usa o mesmo perfume. habita pequenos fatos cotidianos, que geralmente passariam despercebidos, mas com você faria todo sentido.
Quando acomete, tem urgência. é o coração querendo retornar. para lugares que talvez nem existam mais. para planos que desistimos. ou que desistiram da gente.
Mas continuo elaborando novos planos e crio mundos com minhas expectativas. a saudade é a distância entre eu e como eu gostaria de estar.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Curinga
Devo realmente ser estranha, introspectiva e totalmente indiferente a tudo.
Recentemente me ocorreu algo que se fosse uma pessoa "normal" sofreria incontrolávelmente, porém, na situação não fiz nada a não ser ficar preocupada.
O que mais me chamou a atenção é que eu nem ao menos senti vontade de chorar, não, de forma alguma. Traí meus sentimentos, traí minha emoção. Tenho a pele de metal, com toda certeza.
Por mais que as palavras tenham sido duras, algumas verdades outras mais mentiras, o primeiro impulso de uma pessoas "normal" seria revidar. Eu nem ao menos fiz isto. Apenas escutei, como se escuta uma conversa um pouco mais alterada. Confesso que soltei sim algumas palavras, mas aposto que foram palavras ao vento, palavras ditas apenas a mim, mas no calor da situação, quem estava por perto ouviu. Palavras sem sentido, sem nexo algum na situação ou não.
Eu gosto de roupas escuras, da cultura undeground, sou meio skin, mas isto não quer dizer que eu sou insensível.
Devo ter me acustumado não só com a situação, mas com o fato de sofrer e de que as coisas não são nada como queremos, que criei uma certa barreira para as dores.
Em uma roda de conversa com amigos de empresa, surgiu o comentário de que sou anti-social pelo simples fato de ser na minha. Anti-social somente por isto? Nada a ver, mas não contesto, as pessoas que dizem isto tem um modo e um estilo de vida totalmente oposto ao meu. E tentar entender? Para que? Tenho meu mundo e na ponte só passa quem eu desejar e quem for esperto o bastante para descobrir o segredo.
Eu não tenho medo das pessoas saberem quem eu realmente sou, mas não quero demonstrar. Não vejo necessidade, entende?
Não sou duas caras, tenho caráter, se estiver errada assumo meu erro, mas o que eu puder não dizer, eu não digo até que me arranquem de dentro.
Devo ser mais um curinga em jogo de baralho, onde as pessoas são as outras cartas.
Mas enquanto isto, eu vivo na minha, na paz e de boa. A hora que o vulcão entrar em erupção, entrou, e não haverá como escapar e dizer que não estava ciente da pressão.
Eu sou um CURINGA!
O curinga sempre está feliz, nunca triste e por mais que as dores lhe abatem, ele sempre tem um sorriso no rosto. e sabe disfarçar a dor e eu també,.
Na família das cartas o curinga é sózinho, não pertence a nenhum naipe e são poucos os jogos que é necessário o uso do curinga. Sou mesmo um curinga se analisarem.
Não faço parte de nenhum naipe, de nenhum grupo, não sou útil em muitas coisas, mas em outras sim, naquelas específicas.
Aha, gostei dessa, sou um curinga!
E me esconderei na sombra de mim mesma, até quando der, até quando um vento muito forte ou até quando Deus, não me agitar.
Recentemente me ocorreu algo que se fosse uma pessoa "normal" sofreria incontrolávelmente, porém, na situação não fiz nada a não ser ficar preocupada.
O que mais me chamou a atenção é que eu nem ao menos senti vontade de chorar, não, de forma alguma. Traí meus sentimentos, traí minha emoção. Tenho a pele de metal, com toda certeza.
Por mais que as palavras tenham sido duras, algumas verdades outras mais mentiras, o primeiro impulso de uma pessoas "normal" seria revidar. Eu nem ao menos fiz isto. Apenas escutei, como se escuta uma conversa um pouco mais alterada. Confesso que soltei sim algumas palavras, mas aposto que foram palavras ao vento, palavras ditas apenas a mim, mas no calor da situação, quem estava por perto ouviu. Palavras sem sentido, sem nexo algum na situação ou não.
Eu gosto de roupas escuras, da cultura undeground, sou meio skin, mas isto não quer dizer que eu sou insensível.
Devo ter me acustumado não só com a situação, mas com o fato de sofrer e de que as coisas não são nada como queremos, que criei uma certa barreira para as dores.
Em uma roda de conversa com amigos de empresa, surgiu o comentário de que sou anti-social pelo simples fato de ser na minha. Anti-social somente por isto? Nada a ver, mas não contesto, as pessoas que dizem isto tem um modo e um estilo de vida totalmente oposto ao meu. E tentar entender? Para que? Tenho meu mundo e na ponte só passa quem eu desejar e quem for esperto o bastante para descobrir o segredo.
Eu não tenho medo das pessoas saberem quem eu realmente sou, mas não quero demonstrar. Não vejo necessidade, entende?
Não sou duas caras, tenho caráter, se estiver errada assumo meu erro, mas o que eu puder não dizer, eu não digo até que me arranquem de dentro.
Devo ser mais um curinga em jogo de baralho, onde as pessoas são as outras cartas.
Mas enquanto isto, eu vivo na minha, na paz e de boa. A hora que o vulcão entrar em erupção, entrou, e não haverá como escapar e dizer que não estava ciente da pressão.
Eu sou um CURINGA!
O curinga sempre está feliz, nunca triste e por mais que as dores lhe abatem, ele sempre tem um sorriso no rosto. e sabe disfarçar a dor e eu també,.
Na família das cartas o curinga é sózinho, não pertence a nenhum naipe e são poucos os jogos que é necessário o uso do curinga. Sou mesmo um curinga se analisarem.
Não faço parte de nenhum naipe, de nenhum grupo, não sou útil em muitas coisas, mas em outras sim, naquelas específicas.
Aha, gostei dessa, sou um curinga!
E me esconderei na sombra de mim mesma, até quando der, até quando um vento muito forte ou até quando Deus, não me agitar.
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Músicas que falam por mim...
Eis os trechos de algumas músicas que sempre lembro de algo que passou em minha vida.
Tudo o que vai - Capital Inicial
"Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais"
Sempre que escuto, lembro de fatos que tentei esquecer. Mas...as lembranças nunca morrem
Tarde em Itapuã - Toquinho
"Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã"
Lembro do bom gosto que meu pai tem por música
Grand' Hotel - Kid Abelha
" O nosso amor se transformou em bom dia"
São as únicas palavras que troco com um ex namorado. Bom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem. Resumindo, só falo por educação.
Sábado a noite- Cidade Negra e Lulu Santos
"Todo mundo espera alguma coisa
De um sábado a noite
Bem no fundo todo mundo que zoar"
Relembro das baladas que sempre são inesquecíveis
Eu gosto tanto de você - Lulu Santos
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho e o que eu perco
Ninguém precisa saber
Essa retrata minha atual situação, coisas que estão acontecendo na minha vida e que no momento estou guardando apenas para mim
Quase nada - Zeca Baleiro
"De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei...
Qual é a parte da tua estrada em meu caminho
...Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso dizer mais nada"
Essa o suspense ficará no ar!
Não desista do amor - Pe Fábio de Melo
"A DOR faz parte do cultivo desta FÉ
E só sabe o que se quer
Quem luta para conseguir SER FELIZ"
Sempre que estou passando por algum momento ruim ela me deixa segura de que tudo vai ser resolvido da melhor maneira.
Amor igual ao teu - Cidade Negra
"Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
...Amor que não se pede,
Amor que não se mede
Não se repete"
Sempre lembro da relação de amor e amizade entre minha irmã e eu.
Fotografia - Leoni
"O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos"
Lembro dos meus amigos da Escola/faculdade, que sempre se encontram ao meu lado alegrando e colorindo os meus dias.
Pena - Teatro Mágico
"Eu sei que sou um tanto bem maior"
Lembro das minhas conquistas e nas batalhas enfrentadas.
Ainda Bem - Vanessa da Mata
"Ainda bem que você vive comigo
Porque se não como seria esta vida
Sei lá, sei lá
...Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte."
Penso no afeto entre eu e minha mãe, dos cuidados que ela sempre tem comigo e penso também no amor que ela sente por mim desde a minha criação
Fotos - Victor e Léo
" Você mudou muito e eu também"
Essa é para lembrar, literalmente, do meu ex-namorado que mudou da água para o vinho com o fim do nosso relacionamento. É como já diz o ditado: "Só conhecemos o outro, depois que passamos a viver longe dele"
3x4 - Engenheiros do Hawaí
" Você se apaixonou pelo meus erros"
Uma criatura, que queria a todo custo que eu mudasse o meu jeito. Caso impossível, porque ele me conheceu desse jeito! Impossível mudar.
Te dar meu mundo
"Não sei pra que tanta pressa amor
Se a gente tá feliz
Pra que toda essa agonia se você me conquistou"
Essa vai ficar em segredo também. Só quem sabe, SABE!
Na sua estante - Pitty
" Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar "
Essa marcou o fim de uma história de 1 ano e 6 com um namorado.
Borboletas - Victor e Léo
" Foi tudo tão bonito
Mas voou pra o infinito
Parecido com borboletas no jardim
...Divido entre dois mundo
Sei que estou amando mas ainda não sei quem"
Férias de 2009! INESQUECÍVEIS!
Janaína - Biquini Cavadão
"Mas ela diz, ela diz:
Que apesar de tudo ela tem sonhos,
ela diz, que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser!"
Recorda palavras que alguns amigos e amigas me falaram em um grande momento de tristeza que passei.
Versos Mudos - Majorie Estiano
"Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar, a vida acontecer
Aos poucos vou reconstruindo
Aos poucos tudo volta pro lugar
Escutando a alma dizer que sim"
Percebo que as coisas nem sempre é do jeito que planejamos e que tudo tem que acontecer naturalmente, aprendi que não há nada melhor que um dia após o outro com uma bela noite no meio. :)
Vinte e poucos anos - Fábio Júnior
"Eu sou capaz de ir
Vou muito mais além
Do que você imagina
Eu não desisto assim tão fácil , meu amor
Das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço o seu valor
E eu só quero dessa vida é ser feliz
Nem por você nem por ninguém
Eu me disfarço dos meus planos
Quero saber bem mais que os meus
Vinte e poucos anos"
Penso nas pessoas que já duvidaram do meu potencial, que já tentaram me passar para trás e que não confiaram em mim. Lembro também daqueles que já quiseram que eu mudasse e que me fez mudar por conta de algo e que mesmo assim não conseguiram, porque se existe uma coisa que eu tenho é a cabeça dura e quando eu quero alguma coisa vou atrás até o fim, por mais que eu quebre a cara.
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